segunda-feira, outubro 31, 2011

Doença Reumática, exercício físico e Vitamina D

Muitas vezes, o diagnóstico de uma doença reumática cai como uma verdadeira bomba para o paciente. “Saber-se portador de uma doença reumática ou autoimune pode trazer consigo uma sensação de fragilidade e desamparo”, afirma o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti.
É compreensível que o ser humano se sinta inconformado com as limitações impostas pelas doenças crônicas. Isso ocorre não apenas com as doenças reumáticas, mas também com o diabetes, obesidade mórbida e hipertensão arterial, entre outras.
O especialista reconhece que há um estágio inicial, após o diagnóstico, em que as pessoas até tentam seguir as orientações médicas, mas com o passar do tempo, o ânimo inicial cede lugar para o desestímulo.
A dieta tão importante para o tratamento eficaz, já não é seguida à risca, o uso comedido do álcool sucumbe ao abuso. As práticas de atividade física e a suspensão do tabagismo parecem muito difíceis de serem programadas. “Ocorre uma rebeldia ou uma total negligência às recomendações médicas, que são facilitadores do tratamento”, resume o médico.
Após o diagnóstico desse tipo de doença, por mais que se sofra, é preciso ser realista. A vida não poderá mais ser como antes, para uma boa parte dos seus portadores.
Para o médico, no entanto, ela pode até ser melhor do que antes, se o paciente tiver maturidade e estiver engajado no próprio tratamento. Nesse momento, é muito importante que possa contar com um reumatologista a fim de receber esclarecimento sobre a doença e seus cuidados, de forma que entenda a necessidade em aderir ao tratamento de maneira efetiva.

A praga do sedentarismo
Conciliar uma rotina saudável nos tempos modernos não é tarefa para qualquer pessoa. Após um dia de trabalho árduo, tudo o que quer é chegar em casa e descansar. No entanto, se o descanso é importante para combater o estresse diário, manter uma atividade física também é.
Ainda mais quando se recebe o diagnóstico de uma doença reumática, como artrite, artrose, fibromialgia, lombalgia crônica, entre outras. O sedentarismo é um comportamento induzido por hábitos decorrentes dos confortos da vida moderna.
Com a evolução da tecnologia e a tendência cada vez maior de substituição das atividades físicas por facilidades automatizadas, o ser humano adota cada vez mais a lei do menor esforço, reduzindo assim o consumo energético do corpo.
“O exercício físico é uma peça chave no tratamento dos pacientes reumáticos, pois o sedentarismo agrava o quadro das doenças reumáticas”, observa Sérgio Lanzotti.
A prática de atividades físicas – além de proporcionar prazer e relaxamento – contribui para o emagrecimento, reduz a dor e a rigidez nas articulações e aumenta a flexibilidade, força muscular, saúde do coração e a resistência.

Atividade física
Um dos grandes benefícios da atividade física é o estímulo à produção de endorfinas, aumentando a sensação de bem-estar. As endorfinas também funcionam como analgésico, proporcionando alívio da dor no organismo.
“A produção de endorfinas é fator muito importante para os pacientes reumáticos, que apresentam propensão a desenvolver quadros de depressão e ansiedade”, explica o reumatologista.
Os exercícios físicos mais recomendados para os pacientes reumáticos são do tipo aeróbico ou dinâmico, como caminhar, correr, nadar e andar de bicicleta. No entanto, a prática de exercícios físicos deve ser supervisionada e não deve ser iniciada antes da avaliação do médico que acompanha o paciente.
O reumatologista poderá indicar a necessidade da prática de atividade física por doentes com acometimento articular de membros ou coluna vertebral. Mesmo seguindo dietas bem planejadas, utilizando medicamentos de última geração e encontrando pacientes motivados, muitas vezes, a obesidade crônica passa consegue minar a resistência e a confiança dos pacientes.
De acordo com os dados do último Censo, o Brasil, seguido de outros países emergentes, vem liderando o ritmo de crescimento dos índices de sobrepeso e obesidade. Por aqui, cerca de 50% dos adultos e 30% das crianças e adolescentes encontram-se acima do peso normal.

A importância da vitamina D
Apesar de viver em um ensolarado país tropical, os brasileiros apresentam níveis muito baixos de vitamina D no organismo. “Este é outro fator de risco para doenças reumáticas relacionado ao estilo de vida moderno”, observa Lanzotti.
A prática de atividades físicas passou a ser em locais cobertos. O lazer também acontece dentro de recintos fechados, como o shopping. “Assim, fica difícil garantir a exposição solar diária recomendada”, alerta o reumatologista.
O medo das doenças de pele, especialmente do câncer, também tem impacto sobre o hábito tão atual de se evitar o sol. “A falta de vitamina D no organismo é uma consequência direta dessa baixíssima exposição à luz solar. Sem ela, o micronutriente não é sintetizado pelo organismo”, explica o especialista.
Nossa dieta é relativamente pobre em vitamina D e dependemos muito da luz solar para garantir estoques adequados desta vitamina no organismo. Daí a importância da suplementação para as pessoas na terceira idade.
A ação mais conhecidas da vitamina D ocorre no sentido de promover a mineralização óssea. Somente através dela é que conseguimos absorver o cálcio dos alimentos que ingerimos e o depositamos eficientemente nos ossos. Esse efeito garante o crescimento das crianças e dos adolescentes e ossos fortes e ricos em cálcio em todas as idades.

SAIBA MAIS:

quinta-feira, outubro 20, 2011

Osteoporose e exercício físico

Embora em termos de saúde pública, em muitos paises, existam doenças mais importantes do que a osteoporose, é um fato que considerável parcela da população dessas nações apresenta ou virá a apresentar consequências mais ou menos graves da diminuição da massa óssea. Estima-se que nos Estados Unidos da América do Norte o número de pessoas com osteoporose esteja entre 15 e 20 milhões, levando à uma incidência anual média de 1,3 milhões de fraturas, com o custo aproximado de 3,8 bilhões de dólares. A idade crítica para as mulheres, com relação à osteoporose, é a menopausa, e para os homens, os 80 anos. A perda óssea em mulheres começa aos 35 anos e progride 1% ao ano até a menopausa. Nos 4 à 5 anos após o término das menstruações, as mulheres perdem de 2 à 4 % ao ano, e depois voltam aos níveis de perda em torno de 1 % ao ano. Nos homens a perda começa aos 45 anos e é cerca de 0,5 % ao ano, continuadamente. A importância clínica da osteoporose está no aumento da incidência de fraturas. A osteoporose tipo I (pós-menopausa) manifesta-se com fraturas principalmente de rádio e vértebras. A osteoporose tipo II (senil) manifesta-se mais com fratura do colo do fêmur, em pessoas acima dos 60 anos. Aos 70 anos de idade, 25 % das mulheres apresentam fraturas de corpos vertebrais, às vezes assintomáticas.

A massa óssea depende de fatores genéticos, nutricionais, hormonais e ambientais, sendo críticos os níveis de atividade física (Christiansen, 1995; Johnston, 1995; Kreipe, 1995; Silver & Einhorn, 1995; Zigler et al, 1995). Algumas pessoas, geralmente mulheres brancas, apresentam geneticamente poucos receptores para vit. D, o que leva à absorção intestinal de cálcio diminuida. Nessas pessoas a ingestão ideal de cálcio e vit. D pode ser importante para a manutenção da massa óssea, particularmente das primeiras duas décadas de vida. Nesse período atinge-se a máxima massa óssea possivel, que posteriormente tende a diminuir. Níveis adequados de atividade física na juventude também são importantes para que as pessoas alcancem uma boa massa óssea máxima, que se admite ser o parâmetro mais importante para se prever a osteoporose futura. Na meia idade, a baixa ingestão de cálcio e a falta de atividade física levam à diminuição progressiva da massa óssea. Na menopausa o fator crítico é a queda dos níveis de estrógeno, o que diminui a absorção intestinal de cálcio e aumenta a sensibilidade dos óssos à ação de absorção do paratormônio. Como os homens costumam manter atividade física de maneira mais consistente do que as mulheres, e como não há queda abrupta na produção dos hormônios sexuais, os problemas da osteoporose aparecem em idade mais avançada no sexo masculino. Para as mulheres na menopausa, a maior parte dos estudiosos do tema preconizam atualmente a reposição hormonal, exercícios físicos e ingestão adequada de cálcio e vitaminna D.

Diagnosticada a osteoporose, o tratamento geralmente inclui drogas como a calcitonina, o fluoreto de sódio, os bifosfonatos, e outras, dependendo da condição ser do tipo I ou II e em casos de insuficiência de vitamina D, a exposição ao sol ou suplementação de vitamina D.

Como vimos, os exercícios físicos (Fielding, 1995; Kohrt, 1995; Lohman et al, 1995; Martin & Houston, 1987; Smith & Raab, 1986; Stone, 1988) fazem parte tanto da profilaxia da osteoporose, na juventude e na idade adulta, como também do tratamento. A exata maneira pela qual os exercícios físicos exercem estímulos ao aumento da massa óssea ainda não está esclarecida. Sabe-se que dois fatores são importantes: a tensão dada pelo suporte de cargas e a contração muscular, sendo o primeiro mais atuante do que o segundo. Pessoas acamadas que realizavam 4 horas diárias de exercício intenso em cicloergômetro, deitados de costas, não conseguiram reverter a perda óssea da inatividade. Por outro lado, pessoas nas mesmas condições que conseguiam permanecer em pé durante 3 horas diárias, impediram a perda óssea. Estudos com atletas também permitiram algumas observações importantes: o aumento da densidade óssea ocorre nas regiões estimuladas por sobrecarga gravitacional ou por contrações musculares razoavelmente intensas. Verificou-se que a natação produz massa óssea ligeiramente acima do normal, discretamente superada por "jogging" e caminhadas. Futebolistas e corredores de velocidade vem a seguir, com maior massa óssea. Acima desses atletas aparecem os corredores de longa distância, e com ainda maior massa óssea, os atletas treinados com pesos. Os mais altos níveis de densidade óssea ocorrem entre levantadores de peso. Essas observações permitem concluir que os efeitos osteogênicos dos exercícios parecem ser máximos nos esforços curtos de alta intensidade ou nos esforços moderados de longa duração. Atividades muito suaves ou sem ação da gravidade não produzem aumento significativo de massa óssea. A possibilidade de que fatores genéticos e nutricionais fossem variáveis de confusão na comparação entre atletas e sedentários parece ser anulada pela observação de que tenistas e outros atletas com padrão assimétrico de desempenho, apresentam maior massa óssea no membro dominante. Tenistas chegam a apresentar 30 % mais espessura na cortical dos ossos do braço e ante-braço dominantes em relação ao lado oposto. Maior densidade óssea no ante-braço ocorre apenas nas atividades que envolvem esforços intensos com as mãos.

Atualmente sabe-se que os execícios com pesos não são apenas os mais eficientes para aumentar a massa óssea, mas também para aumentar a massa e a força dos músculos esqueléticos. Adicionalmente, melhoram a flexibilidade e a coordenação, evitando quedas em pessoas idosas, que poderiam produzir fraturas em ossos osteoporóticos. Outra qualidade dos exercícios com pesos que justifica a sua utilização nas faixas etárias onde a osteoporose constitui problema, é a sua segurança. A incidência de lesões é muito reduzida em função da ausência de choques entre pessoas, de movimentos violentos, e mínimo risco de quedas. Também se demonstrou que a segurança cardiológica nos exercícios com pesos bem orientados é superior à de exercícios de média intensidade realizados de maneira contínua, onde o aumento da frequência cardíaca pode ser fator patogênico importante.

Resumindo a situação dos exercícios físicos em relação à osteoporose: a sua importância é grande tanto para a profilaxia quanto para o tratamento dessa condição. A sua utilização deve ocorrer desde a infância, nos anos onde se atinge a massa óssea máxima. Por mecanismos ainda pouco esclarecidos, os exercícios mais eficientes são os que implicam em suporte de cargas e contrações musculares fortes. Dentre esses tipos de exercícios, os mais seguros e práticos são os exercícios com pesos.

SAIBA MAIS:
Doença Reumática, Exercício Físico e Vitamina D: http://professorvitor.blogspot.com/2011/10/doenca-reumatica-exercicio-fisico-e.html
Vitamina D: Uma nova epidemia? http://professorvitor.blogspot.com/2011/10/vitamina-d-uma-nova-epidemia.html
Dores Musculares na Fibromialgia: http://professorvitor.blogspot.com/2011/09/dores-musculares-na-fibromialgia.htm

quinta-feira, outubro 06, 2011

Vitamina D: Uma nova epidemia?


A vitamina D é essencial para a absorção do cálcio e por isso influência diretamente no metabolismo  e  composição  da matriz  óssea.  Ela  é  sintetizada  pela  pele  a  partir  dos raios ultravioleta  e podem  ser  também  adquiridas  com  a  alimentação. Vários  fatores influenciam a concentração de vitamina D no plasma, dentre estes estão a incidência de radiação  solar,  que  varia  com  a  latitude  e  com  a  estação  do  ano,  a  cor  da  pele, obesidade, os hábitos culturais de cada população como a vestimenta e a alimentação, a gravidez  e o  envelhecimento. Tais  fatores  são  importantes para  explicar as diferentes prevalências mundiais de hipovitaminose D. No Brasil, os estudos sobre a deficiência de  vitamina  D  são  escassos,  apesar  dessa  situação  apresentar  graves  repercussões, como raquitismo em crianças, osteomalacia e osteopenias em idosos, que pode levar a ocorrência  de  fraturas,  condição  freqüente  nessa  faixa  etária.  Por  outro  lado, concentrações  adequadas  de  vitamina  D  podem  estar  relacionadas  com  menor incidência de câncer, como o da próstata, da mama e do cólon.itamina D é um hormônio esteróide sintetizado na pele por ação da radiação ultravioleta, podendo também ser ingerida na alimentação.
A deficiência de vitamina D, como doença, teve sua prevalência muito aumentada após a revolução industrial, como causa de raquitismo em crianças e osteomalacia em adultos. Nessas desordens, a mineralização da matriz orgânica do osso é deficitária, pois a falta dessa vitamina causa a diminuição da absorção de cálcio e conseqüente hiperparatireoidismo secundário. Estudo recente também evidenciou que níveis de 25(OH)-vitamina-D são inversamente associados a hipertensão arterial.
Algumas populações estão mais sujeitas a apresentar hipovitaminose D que outras. Assim como a exposição aos raios ultravioleta solares é essencial para a formação da vitamina D, a exposição reduzida é um dos principais fatores de risco para hipovitaminose D. A estação do ano é um forte determinante da condição de hipovitaminose D e a latitude embora seja um fator evidente é menos importante como causa de deficiência e insuficiência de vitamina D.
Fatores culturais que influenciam na exposição ao sol são muito importantes até mesmo em regiões tropicais. Estudos realizados em regiões de baixa latitude como no Oriente Médio demonstraram uma alta prevalência de hipovitaminose D variando de 50 a 97%, sendo estes dados relacionados ao hábito cultural do uso de roupas cobrindo todo o corpo.
clique na figura abaixo e saiba mais sobre a Vitamina D:
O envelhecimento parece ser o maior fator de risco para diminuição da vitamina D. Em um estudo realizado pela UNIFESP observou-se, em pacientes idosos, institucionalizados e ambulatoriais, uma prevalência de 71,2% e 43,8%, respectivamente, de hipovitaminose D.
Segundo esse estudo, os resultados estariam relacionados à capacidade reduzida da pele de sintetizar pró-vitamina D, menor exposição ao sol, alimentação inadequada, menor absorção gastrintestinal e uso de muitos fármacos que interferem na absorção e metabolismo da vitamina D. Na ausência de níveis ideais de cálcio e fósforo, a mineralização do tecido osteóide é diminuída, resultando em sinais clássicos de raquitismo em crianças e osteomalacia em adultos.
O progresso da deficiência de vitamina D leva a um aumento da estimulação da glândula paratireóide, resultando em hiperparatireoidismo secundário. O hormônio da paratireóide estimula, indiretamente, os osteoclastos, causando osteopenia e osteoporose e aumentando o risco de fraturas.
A deficiência de vitamina D é uma entidade clínica muito prevalente em praticamente todos os continentes. Estima-se que 1 bilhão de pessoas em todo o mundo tem deficiência ou insuficiência de vitamina D, sendo esta mais observada em afro-descendentes do que em brancos, devido à maior pigmentação da pele que age como um filtro para os raios UV; em obesos, em decorrência do seqüestro de vitamina D pelo tecido adiposo; em regiões de maiores latitudes, por serem menos ensolaradas durante a maior parte do ano; nas estações do ano que apresentam menor incidência de raios solares, como outono e inverno; em povos que apresentam hábitos culturais como dieta pobre em vitamina D e uso de vestimentas que cobrem a maior parte do corpo. No Brasil, pela sua localização geográfica em zona tropical, apresenta hipovitaminose D que parece estar mais associada ao envelhecimento, em decorrência da limitada exposição aos raios solares, dieta inadequada e uso de muitos fármacos que comprometem a absorção e o metabolismo da vitamina D.
Dentre as conseqüências mais comuns da deficiência orgânica de vitamina D estão as deformidades ósseas que, na infância, caracterizam o raquitismo e, no adulto, a osteomalácia. O hiperparatireoidismo secundário à hipovitaminose D é responsável pela osteopenia e osteoporose, causas importantes de fraturas em adultos. Dados recentes sugerem a associação de baixos níveis plasmáticos de 25(OH)D com a incidência elevada de câncer de mama, próstata e cólon.

SAIBA MAIS:
Doença Reumática, Exercício Físico e Vitamina D: http://professorvitor.blogspot.com/2011/10/doenca-reumatica-exercicio-fisico-e.html
Osteoporose e Exercícico Físico: http://professorvitor.blogspot.com/2011/10/osteoporose-e-exercicio-fisico.html
Dores Musculares na Fibromialgia: http://professorvitor.blogspot.com/2011/09/dores-musculares-na-fibromialgia.htm

segunda-feira, setembro 26, 2011

Dores musculares na fibromialgia



A fibromialgia é entendida como um quadro de dor difusa, manifestada especialmente na musculatura. Este é um conceito importante, pois não se pode fazer o diagnóstico da fibromialgia em pessoas que têm dor em somente uma parte do corpo, mesmo que esta dor seja crônica.

Porém, existe um tipo de dor crônica localizada que o paciente com fibromialgia deve estar bem familiarizado e orientado de como lidar: a dor miofascial.

O que é isto? Bem, a dor miofascial é provavelmente uma das causas mais comuns de dor localizada. É aquele ponto na musculatura que está tão contraído que o músculo forma um verdadeiro nó, ou “caroço”. A maioria das pessoas tem ou terá um destes pontos em alguma ocasião de suas vidas. Os mais típicos aparecem no pescoço ou nos ombros, quando se está tenso, mas eles podem aparecer em qualquer músculo do corpo.

Estes “caroços” recebem o nome técnico de “pontos-gatilho”. Eles são assim chamados porque, quando estimulados, “disparam” uma dor irradiada que segue o trajeto do músculo. Eles são diferentes dos pontos dolorosos na fibromialgia, que simplesmente são locais de maior sensibilidade à dor, e que não apresentam dor irradiada à distância. A diferenciação dos dois no mesmo paciente pode ser difícil, mas um médico experiente pode identificá-los e individualizá-los.

Qual a importância destes pontos? Quando o paciente não é portador de fibromialgia, o grande problema da dor miofascial é que o diagnóstico demora a ser feito. Como a dor é irradiada, muitas vezes o diagnóstico é feito levando-se em conta o trajeto de nervos, não do músculo. Por exemplo, um ponto-gatilho na nádega induz uma irradiação para o membro inferior que lembra muito uma ciática. Porém, neste caso não há compressão do nervo ciático por uma hérnia de disco, mas uma contração muscular intensa com dor irradiada. Esta demora em se fazer o diagnóstico e por conseqüência o tratamento adequado leva a uma contração muscular crônica, que em alguns pacientes predispostos podem começar a envolver toda a musculatura, levando finalmente a fibromialgia.

No paciente com fibromialgia já estabelecida, a presença de pontos gatilhos deve ser detectada, pois esta dor pode “alimentar” o processo de amplificação de dor que já está ocorrendo no paciente. Neste caso, a dor miofascial é chamada de um “gerador periférico de dor central” e o seu tratamento é fundamental para a melhora do paciente como um todo.

Como estes pontos-gatilho são tratados? Habitualmente, o paciente melhora muito com exercícios de alongamento e exercícios aeróbicos. Como o paciente precisa relaxar a musculatura, um bom sono é necessário. A maioria destes pacientes apresenta sono não reparador, como os pacientes com fibromialgia. Medicações para o sono são usadas então para corrigir este fato. Medicações analgésicas e relaxantes musculares também são usadas, para alívio sintomático da dor. Massagem local e acupuntura proporcionam alívio, mas este geralmente é temporário. Uma técnica conhecida como agulhamento, que é a injeção de anestésico local no ponto doloroso, seguida de estimulação com a ponta da agulha, oferece melhores resultados, principalmente se associada com alongamento muscular intensivo.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Processo inflamatório nos tendões

Os tendões são estruturas fibrosas, com pouca vascularização (recebem pouco aporte sanguíneo), que têm como principal função transmitir a força gerada pelos músculos aos ossos, determinando os movimentos do nosso corpo. As tendinites podem ser denominadas como a inflamação de algum tendão.

Diversas são as causas que podem gerar um processo inflamatório sobre o tendão. Podemos citar: falta de alongamento e flexibilidade de algum grupo muscular, falta de aquecimento antes de atividades esportivas, excesso de movimentos repetitivos, sobrecarga dos treinamentos, excessivo manuseio de carga e calçado inadequado.

O diagnóstico é realizado através das queixas do atleta/paciente/aluno, o qual refere dor ao movimento. O professor deve avaliar o segmento acometido através da palpação do local da dor e observar presença de calor e rubor (vermelhidão) no local. Vale a pena orientar a realização de exames de ultra-som e/ou ressonância magnética por um especialista médico.

Entre as tendinites mais comuns, podemos citar:

Tendinite dos flexores do punho - Conhecida como cotovelo de golfista ou epicondilite medial, acomete os tendões flexores do punho, gera dor na face medial (interna) do cotovelo e piora na pronação do antebraço.

Tendinite dos extensores do punho - Conhecida como cotovelo de tenista ou epicondilite lateral, acomete os tendões extensores do punho, gera dor na face lateral (externa) do cotovelo e piora na supinação do antebraço. As epicondilites podem aparecer em qualquer idade, mas é mais comum entre os 40- 50 anos e aparece não só em atletas, mas também em pessoas que utilizam muito a articulação do cotovelo, como cabeleireiros, cozinheiros, pintores até donas de casa.

Tendinite de Calcâneo (Aquiles) - Também conhecida como tendinite de Aquiles, é a lesão inflamatória mais comum entre os corredores e acomete o tendão dos músculos da panturrilha (tríceps sural). As dores se localizam na região posterior do calcanhar. Essa lesão pode ocorrer por insuficiência e/ou desequilíbrio muscular da panturrilha, excesso e/ou aumento da carga de treinamento e uso de calçados inadequados para o esporte. Calçados sem elevação do calcanhar podem gerar esse tipo de tendinite.

Tendinite Patelar - Lesão conhecida como tendinite do saltador, acometia atletas de vôlei e basquete, porém, nos últimos anos vem aumentando o número de corredores com esse tipo de lesão. Afeta o tendão do músculo anterior da coxa (quadríceps) e as dores são localizadas bem abaixo do osso patelar. Esse tipo de lesão pode ocorrer por movimentos repetitivos, excesso de treinamento e desequilíbrio dos músculos da coxa. Pode também estar associada com desalinhamento dos membros inferiores, como joelho valgo, quadris largos (principalmente em mulheres) e pé plano (chato), que pode gerar um desalinhamento patelar e, assim, um desarranjo no mecanismo extensor do joelho, evoluindo para condromalácea.

CUIDADO: Não entenda mal. Não é que a tendinite evolui para condromalácea, e sim são problemas que podem acontecer concomitantemente, principalmente em pessoas que apresentam aumento da obliquidade femural e desvios angulares do joelho.
Existem inúmeras tendinites... em outros posts, listaremos mais algumas.
É importante realizar fisioterapia. O tratamento tem início cerca de 3 a 7 dias após a consulta e a prescrição médica de anti-inflamatórios. O Fisioterapeuta inicialmente realiza tratamento analgésico e anti-inflamatório com recursos de eletroterapia e após a cessão da dor e do processo inflamatório, começa a segunda etapa do tratamento, que visa o reequilíbrio muscular (alongamentos e fortalecimentos).

IMPORTANTE: durante a fase de administração da medicação, é necessário cessar a atividade que gera dor, ou seja, deve-se respeitar um período de repouso relativo sem movimentação da estrutura inflamada por uma semana.
O objetivo geral da reabilitação é corrigir possíveis alterações posturais e passar orientações sobre calçados mais adequados, se necessário, assim como restaurar a resistência muscular do segmento para que o mesmo suporte as cargas externas e melhor as distribua.
Se você não respeitar essas fases, uma simples tendinite pode evoluir para uma tendinose, tendinopatia (condição de degeneração do tendão) e até rotura parcial ou total do tendão. Se este último acontecer, a única solução é a intervenção cirúrgica.

Prevenção: é possível realizar trabalhos preventivos com finalidade de evitar tendinites e outras lesões. O Fisioterapeuta e o Educador Físico têm condições de implantar séries de alongamentos e fortalecimentos de forma periódica, bem como atuar na orientação sobre calçados e correções posturais.

Dica: Se você já apresentou caso anterior de tendinite ou tem dores nas regiões distais dos músculos próximos às articulações, procure um profissional especializado (Médico, Fisioterapeuta e/ou Educador Físico) para o correto diagnóstico e tratamento, pois só assim você terá condições de continuar sua prática esportiva e suas atividades diárias com segurança.

Então, não se esqueça:
- Retire da atividade física o local afetado e pare de realizar o movimento que gere dor por 7 dias. Se não conseguir, diminua ao máximo.
- Use gelo diariamente por 25 minutos no local afetado nos primeiros 2 dias.
- Não realize fortalecimento e alongamento durante o processo de reparação ou enquanto tiver dor. Espere o processo inflamatório ceder e procure um profissional para lhe ajudar na reabilitação.
- Respeite o uso de anti-inflamatórios (conforme indicação médica).
- Respeite a imobilização e, em alguns casos, a reparação cirúrgica.
- Busque identificar a causa: patologias associadas, mecanismo esportivo, má postura em atividades diárias, lesão por esforço repetitivo, entre outras.

Cuide-se!

quinta-feira, setembro 08, 2011

Exercícios Resistidos e Pressão Arterial



Uma alternativa para controle e prevenção dessa patologia, a hipertensão, é a prática regular do exercício físico. Por motivo de segurança, facilidade no controle da intensidade e desconhecimento das alterações da pressão arterial (PA) frente a uma sessão de exercício resistido (ER) e/ou programa de treinamento resistido (TR), os exercícios aeróbios foram os mais estudados e recomendados. Até o início dos anos 1990, o TR, também chamado de treinamento de força, com pesos, contrarresistência ou musculação, não eram contemplados em diretrizes internacionais (UMPIERRE e STEIN, 2007). Graças aos esforços de diversos autores e ao grande número de pesquisas recentemente publicadas, o TR está sendo recomendado para todas as populações como mais uma estratégia para profilaxia e tratamento de doenças crônico degenerativas, inclusive para aqueles que sofrem de HAS (PESCATELLO, 2004; AHA, 2000).

Sabe-se que o TR também proporciona alterações subagudas e crônicas que são benéficas para o controle da PA e estas alterações são evidenciadas em sujeitos hipertensos e normotensos. Bermudes e cols. (2003) verificaram o efeito hipotensivo após uma sessão ER em forma de circuito em sujeitos entre 40 e 50 anos, normotensos e sedentários e não evidenciando alterações significativas da PA em relação ao repouso após o exercício e durante o período de sono quando avaliada pelo MAPA. No estudo realizado por Polito e cols. (2003), foi observado efeito hipotensor após uma sessão ER, no entanto, a magnitude não diferiu quando a intensidade do treino foi alterada. Agora, com relação às respostas subagudas do ER em hipertensos, alguns estudos também destacam a hipotensão pós-exercício. Melo e cols. (2006) verificaram diminuição da PAS (-12±3 mmHg)  e PAD (- 6±2 mmHg) por até 10 horas em mulheres hipertensas em uso de captopril pós-sessão de ER para membros superiores e inferiores. Costa e cols. (2010) também observaram hipotensão após uma sessão de ER em idosas hipertensas treinadas e não treinadas. Segundo os autores, os resultados foram mais consistente nas voluntárias não treinadas. Segundo Polito e Farinatti (2006), embora alguns estudos não apresentem diferenças significativas, estas podem estar associadas a volume, intensidade do ER, como também período de monitoração da PA.  No entanto, segundo os mesmos autores é possível identificar a hipotensão pós-exercício tanto em pessoas normotensas quanto hipertensas. É importante destacar que sujeitos com maiores valores de PA apresentam maiores hipotensões pós-exercício (NEGRÃO e BARRETO, 2005).

Agora, com relação ao efeito crônico do TR, diversos estudos apresentam resultados satisfatórios no que diz respeito ao controle e à manutenção da PA. Nos estudos de revisão de Kelly (1997) e Kelly e Kelly (2000), foram encontradas reduções médias de 5 mmHg para a PAS e 4 mmHg para a PAD e 3 mmHg para a PAS e 3 mmHg para a PAD em jovens normotensos, respectivamente. Além disso, parece que sujeitos de idade avançada também se beneficiam do efeito crônico do ER. Com base nos estudos encontrados, embora escasso e controverso, o TR também pode desencadear efeito hipotensor em indivíduos idosos normotensos e esse efeito ocorre, principalmente, quando o treinamento é de baixa intensidade (QUEIROZ, KANEGUSUKU e FORJAZ, 2010). Entretanto, Terra e cols (2008) evidenciaram reduções médias de 10 mmHg (PAS), 1 mmHg (PAD) e 6 mmHg para a PA média após TR de 12 semanas em idosas hipertensas controladas. Vale destacar que pequenas reduções nos valores da PA já são suficientes para reduzir de forma marcante os riscos associados a HAS. Segundo Pescatello e cols. (2004), reduções 2mmHg na PAS e/ou PAD podem reduzir na população geral o risco de acidente encefálico em 14% e 17%, respectivamente, e o risco de DAC em 9% e 6%, respectivamente.

Além disso, apesar de ainda não serem claras as adaptações da PA em resposta ao TR, outros fatores como alterações metabólicas (melhora da sensibilidade a insulina, aumento e/ou manutenção HDL colesterol e redução e/ou manutenção do LDL colesterol), osteomusculares (redução da gordura corporal, aumento da força, massa muscular e densidade mineral óssea) e funcionais (vaso dilatação e consequentimente redução da carga vascular e melhora da capacidade de desempenhar as atividades da vida diária), fatores que contribuem para o surgimento e/ou agravo da hipertensão arterial e comorbidades associadas, são influenciados de forma positiva após um programa de TR (WALLACE 2003; POLITO e FARINATTI, 2003; UMPIERRE e STEIN, 2007; WILLIAMS e cols., 2007; BRAITH e STEWART, 2006).

Sendo assim, devido aos vários benefícios associados ao TR, pesquisas que avaliam intensidade, duração, carga, repetições, intervalo e intensidade do programa de treinamento são de grande importância para verificar qual protocolo seria o mais indicado para os sujeitos com HAS.

quinta-feira, agosto 11, 2011

O que são as DANT´S?


As mudanças sociais, econômicas e políticas ocorridas no mundo no século passado produziram alterações importantes para a vida da sociedade e também no perfil de ocorrência das doenças de nossa população.


Em uma metrópole, elas produzem um grande impacto no perfil de saúde e doença da população. A luta pela sobrevivência, o desemprego, vários tipos de poluições: ar, água, solo, visual e eletromagnética, a automatização do trabalho, o estresse, o consumismo e a violência urbana têm determinado mudanças nos estilos de vida da população, que se refletem num grande número de agravos não transmissíveis.


As Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT´s) ou Doenças Crônicas não-transmissíveis (DCNT´s) podem ser elencadas como:


Doenças do pulmão - enfisema, bronquite e asmas.


Doenças do coração - angina, infarto miocárdio.


Doenças da circulação - Hipertensão arterial e acidentes vasculares encefálicos, ou popularmente conhecidos como derrames.


Doenças metabólicas - diabetes, hipertcolesterolemia (aumento de coletesterol) e a obesidade e Doenças relacionadas com o trabalho - como a Síndrome de Burn Out e condições de vida, estresse, depressão, ansiedade e síndrome do Pânico e agravos decorrentes da Violência urbana (homicídios, suicídios e violências), assim como diversos tipos de Câncer.


Essa transição do quadro epidemiológico tem impactado a área de saúde pública no Brasil e o desenvolvimento de estratégias para o controle das DANTs tornou-se prioridade para o SUS - Sistema Único de Saúde.


A vigilância epidemiológica das DANT´s e de seus fatores de risco é de fundamental importância para a implementação de políticas públicas de saúde, voltadas para a prevenção, controle e prevenção dessas doenças.


Muitos dos fatores que influenciaram essas doenças são comuns a várias doenças e podem ser previsíveis com: os maus hábitos alimentares, sedentarismo, o tabagismo, o uso de drogas lícitas e ilícitas, estresse, violências e acidentes.


Dentro da Agenda Nacional de Promoção da Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde, foi elaborado o projeto Pratique Saúde que enfoca a promoção de modos de viver saudáveis, considerando a promoção do autocuidado ou da auto-regulação dos sujeitos e de coletividade, o que implica em um conjunto de políticas publicas que se comprometam na diminuição da vulnerabilidade da população, com ações relacionadas aos temas: alimentação saudável, tabagismo, diabetes, atividades físicas e práticas integrativas de saúde.


Dentro das práticas alternativas, podemos citar: Medicina Tradicional Chinesa (Tai Chi Chuan, Lian Gong, Meditação), automassagem, Ioga, Lien Chi, caminhada, alongamento, danças populares, entre outras.


Sendo assim, é importante que a população conheça e faça sua adesão nestes programas difundidos pelas Unidades de Saúde de sua Secretaria Municipal, com o objetivo de promoção de qualidade de vida, prevenindo determinadas doenças e suas prováveis complicações que comprometem o estado geral destes pacientes que podem evoluir com sequelas e em casos mais extremos, se complicados, remetem à morte dos pacientes.


quarta-feira, agosto 10, 2011

Dormir mal engorda???




Uma noite curta de sono, que pode ser ocasionada devido a uma série de fatores como: televisão, computador, compromissos sociais, trabalho em excesso, noitadas, entre outros, é muito comum nos dias de hoje e acarreta problemas visíveis no corpo humano.


Dormir pouco pode aumentar o peso das pessoas. A falta de descanso desacelera o metabolismo, resultando nos famosos "pneuzinhos". Ou seja, perder o tempo de sono resulta no ganho de peso.


Quando dormimos o organismo libera leptina, hormônio que informa ao cérebro que não precisamos nos alimentar, que estamos sem fome. Portanto, tendemos a comer mais se não dormirmos bem.


O rosto é um dos principais indicadores de uma noite mal dormida. Uma das consequências na face de uma noite em claro são as linhas de expressão, mais acentuadas, uma vez que, quem não relaxa durante a noite, movimenta mais o rosto.

O sono adequado ajuda o corpo a se recuperar de doenças e ferimentos. Distúrbios do sono podem ser uma significativa barreira para a recuperação, podendo até exacerbar a doença primária. Os benefícios emocionais e mentais do sono são também significativos. As pessoas com insônia crônica são mais propensas a desenvolver vários tipos de problemas psiquiátricos, e têm maiores probabilidades de precisar de serviços de saúde que as pessoas com sono normal.

Dormir bem é sinônimo de vários benefícios ao nosso corpo. Um exemplo é que quando estamos de bem com nossa cama e travesseiro, o corpo não acumula cortisol, hormônio liberado em situações de estresse e irritação. Em contrapartida, produz o hormônio do crescimento em maior quantidade.

A necessidade de sono varia. Em geral, adultos saudáveis necessitam em média de sete a nove horas de sono por noite. Há quem se sinta novo em folha depois de dormir cinco ou seis horas. Existem pessoas, por outro lado, que não conseguem trabalhar se não dormirem pelo menos 10 horas seguidas. E, ao contrário do que geralmente se pensa, a necessidade de sono não diminui com a idade O que acontece é que a capacidade de dormir bem pode diminuir.


Algumas sugestões para dormir bem:


-Evite cafeína, nicotina e álcool no fim da tarde e à noite. A cafeína e a nicotina podem retardar seu sono, e o álcool pode interromper seu sono no meio da noite.


-Pratique exercícios regularmente, mas pelo menos três horas antes de deitar. Caso contrário, seu corpo não vai ter tempo suficiente para relaxar.


-Se você tem dificuldade para pegar no sono à noite, não cochile durante o dia.


-Estabeleça uma rotina regular e relaxante para a hora de deitar. Isso vai permitir sinalizar ao seu cérebro que é hora de dormir. Em geral, tente reservar de sete a oito horas de sono, e siga a rotina da forma mais constante possível. Mesmo nos finais de semana.


-Sua cama deve sempre estar associada ao relaxamento, calma, tranquilidade e principalmente com o ato de dormir.


-Se você não conseguir pegar no sono em 30 minutos, não fique virando na cama. Levante e encontre alguma atividade relaxante, como ouvir música suave ou ler um bom livro até sentir sono.


Lembre-se: tente limpar a mente, não use esse tempo para tentar solucionar seus problemas.


Enfim, pratique as recomendações que acabamos de citar e aproveite todos os benefícios de uma noite bem dormida para a melhora da sua qualidade de vida.

terça-feira, agosto 09, 2011

Zagallo, a lenda!



Esta terça é um dia de festa para o futebol. Há 80 anos, em Maceió, nascia Mario Jorge Lobo Zagallo, o único ser do planeta que conquistou quatro vezes a Copa do Mundo. Só isso já seria motivo suficiente para comemorações, mas Zagallo fez muito mais ainda, dentro e fora das quatro linhas. Foi campeão como jogador e técnico, participou de sete Mundiais, dirigiu os quatro grandes clubes do Rio e talvez ninguém tenha tido tanto prazer e orgulho em servir à seleção brasileira quanto ele.



Longe dos campos desde 2006, quando foi coordenador técnico da seleção, ao lado do inseparável companheiro Carlos Alberto Parreira, Zagallo diz que ainda pode ser útil. Mas o Velho Lobo pode ficar tranquilo. Ele já fez muito pelo futebol brasileiro. Foi tri carioca pelo Flamengo (53/54/55), bi pelo Botafogo (61/62) e fez parte da geração que deu os dois primeiros títulos mundiais do Brasil, em 1958 e 1962. Isso como jogador.



Sua estrela continuou brilhando fora das quatro linhas, talvez até mais do que quando jogava. Foi como treinador que Zagallo se tornou uma lenda. Bicampeão carioca pelo Botafogo (67/68), construiu dois anos depois sua maior obra-prima. Com um punhado de craques na mão, montou a seleção tricampeã de 70, para muitos o maior time de futebol de todos os tempos.



Parabéns, pelos 80 anos, ao grande Lobo! O alagoano Zagallo!


sexta-feira, agosto 05, 2011

No Dia Nacional da Saúde, adote mudanças para melhorar sua qualidade de vida.


Ficar mais saudável parece não ser uma tarefa fácil, principalmente para pessoas que sempre conviveram com maus hábitos. Mas, com pequenas mudanças no dia a dia, é possível ganhar mais vitalidade e saúde. Aproveite o Dia Nacional da Saúde - 5 de agosto - e adote mudanças na sua rotina para viver de maneira mais saudável e ainda aumentar a sua expectativa de vida.




COMER DOCES


Um estudo publicado no Journal of American Medical Association sugere que a ingestão de açúcar pode afetar as taxas de lipídios, ou seja, gorduras no sangue. Os pesquisadores descobriram que pessoas que consumiam mais açúcar tinham maior propensão de ter uma doença cardiovascular e outras doenças cardíacas e, por isso, tinham menor expectativa de vida do que as pessoas que controlavam o consumo de açúcar.



Sugestão: comer frutas entre as refeições


Na hora que a fome bater entre uma refeição e outra, uma boa maneira de driblar a gula é comer frutas. "Frutas são mais nutritivas e menos calóricas do que qualquer doce servido entre as refeições", diz a nutricionista Amanda Epifânio. Um estudo realizado pelo Salk Institute for Biological Studies, na Califórnia, constatou que a fisetina, flavonoide presente nas frutas vermelhas, em especial no morango, estimula a área do cérebro responsável pela memória de longo prazo e o protege de doenças degenerativas, como o Mal de Alzheimer e a esclerose múltipla. Além disso, um estudo publicado pela American Journal of Clinical Nutrition comprova que existem compostos bioativos nas frutas vermelhas capazes de oferecer proteção contra hipertensão.




BEBER APENAS DURANTE AS REFEIÇÕES


Na hora da refeição, é comum o hábito de ingerir líquidos. Mas beber água apenas na hora de comer não é o suficiente para manter o corpo hidratado. "A água tem um papel regulador de muitas funções de nosso organismo. A quantidade de água que consumimos tem um papel fundamental desde o controle da temperatura até o bom funcionamento do sistema circulatório", explica o fisiologista Raul Santo de Oliveira, da Unifesp.


Para saber a quantidade certa de água para consumir, basta multiplicar o seu peso corporal por 0,03. Assim, uma pessoa com 70 quilos, por exemplo, deve tomar aproximadamente 2,1 litros de líquido por dia. "É importante lembrar que esse cálculo é feito de maneira geral, mas a necessidade de água varia de pessoa para pessoa. Uma atleta de alto rendimento, por exemplo, pode perder um litro de água por hora e, por isso, precisa de uma maior ingestão", diz o fisiologista.



Sugestão: sempre ter uma garrafa de água por perto


Manter o corpo hidratado constantemente ajuda a controlar a pressão sanguínea, previne cãibras, limpa o organismo e melhora o funcionamento do intestino e a absorção de vitaminas. Além disso, segundo um estudo feito pela Loma Linda University, nos Estados Unidos, pessoas que bebem mais de cinco copos de água diariamente - o que equivale, em média, a dois litros - têm menos chances de sofrer ataques cardíacos ou outras doenças do coração do que aquelas que bebem menos do que isso. "Com o sangue mais diluído, ele flui com mais facilidade pelos vasos sanguíneos, diminuindo as chances de infartos e derrames", explica o fisiologista.



CONSUMO EXAGERADO DE SAL
Na hora da refeição, muita gente coloca sal na comida antes mesmo de experimentá-la. Esse hábito é muito perigoso e pode diminuir a expectativa de vida, já que o excesso de sódio na circulação é capaz de provocar a retenção de líquidos, o que aumenta a sensação de sede. "Com isso, mais água passa a ser ingerida com o objetivo de diluir o sódio e maior será o volume de liquido na corrente sanguínea, o que pode levar ao aumento da pressão arterial e à sobrecarga do coração", diz o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida.
No Brasil, o Ministério da Saúde definiu como quantidade recomentada de consumo de sal seis miligramas por dia. Mas, segundo dados do próprio ministério, o consumo médio do brasileiro é de 12 miligramas. "Para facilitar a medição, a Sociedade Brasileira de Hipertensão mostrou que seis miligramas equivalem a duas colheres rasas de café", diz o endocrinologista.

Sugestão: usar outros temperos na comida
Diminuir a quantidade de sal na comida pode ser uma tarefa complicada, já que, sem ele, a comida pode parecer sem sabor. Para evitar esse problema, o uso de algumas ervas e temperos é indicado. "Os aromas e sabores das especiarias e temperos podem tornar os pratos saudáveis. Ervas aromáticas como alecrim, estragão, tomilho, hortelã, salsa, erva-doce, ou sálvia assim como temperos do tipo pimenta, curry, noz-moscada, canela, açafrão e cravo podem fazer uma grande diferença na preparação de pratos", explica Fillipo Pedrinola. Além deles, o uso de alho, limão e vinagre em maior quantidade ajudam a dar mais gosto à comida, sem trazer malefícios ao organismo.

DORMIR COM NA SALA COM A TELEVISÃO LIGADA
Além de interromper a ação da melatonina - neuro-hormônio responsável por regular o sono - devido à claridade, a televisão também atrapalha por fazer barulho de forma não contínua. "O nosso sono é dividido em fases: o sono superficial e o sono profundo. É apenas na segunda fase que o corpo consegue recuperar as energias. Quando há uma alternância entre sons altos e baixos, o organismo fica em estado de alerta e não conseguimos passar para a fase profunda do sono", diz o especialista em sono, Daniel Inoue, diretor do Instituto do Sono do Hospital Santa Cruz.
Outro ponto negativo da televisão é que, quando uma pessoa está com insônia, ela vai logo ver um programa na TV? Isso só nos deixa com menos sono ainda", explica o especialista.

Sugestão: dormir em um ambiente silencioso
Uma boa qualidade do sono é fundamental para recuperar as energias gastas durante o dia. Um estudo da American Academy of Sleep comprovou que dormir bem é um dos segredos para a longevidade. Outra pesquisa da Associated Professional Sleep Societies afirma que quem sofre de insônia crônica corre três vezes mais risco de morrer em comparação a pessoas que não sofrem com o problema.
Dormir em ambiente adequado é essencial para uma boa qualidade de sono. "Dormir por volta de sete horas em um colchão adequado e em um quarto silencioso é o suficiente para a maioria das pessoas recuperarem as energias", diz Daniel Inoue.

FICAR MUITO TEMPO SENTADO
A Sociedade Americana de Câncer descobriu que não é apenas a falta de atividade física que pode encurtar a vida, mas também a grande quantidade de tempo gasto sentado. Tudo porque, quando ficamos frequentemente sentados e por muito tempo, o nosso metabolismo se altera e influencia em fatores como colesterol alto e repouso da pressão arterial, que são indicadores de obesidade, problemas cardiovasculares e outras doenças crônicas. Por isso, nada de ver a vida passar sentado em uma cadeira.

Sugestão: levantar da cadeira a cada meia hora
"Para quem precisa trabalhar sentado, exercícios simples de alongamento vão trazer maior oxigenação e ajudar no reposicionamento do corpo para alcançar o equilíbrio postural", ensina o fisiologista Raul Santo de Oliveira. Para lembrar-se de fazer o alongamento, coloque um despertador no celular ou um aviso no email para lembrar você de levantar um pouco da cadeira. Isso evita que o metabolismo sofra alterações que causam aumento do colesterol ruim e da pressão arterial.

TRABALHAR DEMAIS
Para muitos, o trabalho é o principal causador de estresse no dia a dia. Segundo a psicoterapeuta Juliana Cardoso Holcman, o ambiente de trabalho causa tanto estresse psicológico - por exigir responsabilidades e cumprimento de metas - como estresse físico, por causa do ruído, da falta de privacidade, iluminação deficiente ou má ventilação. Pessoas que convivem tempo demais com estresse têm mais chances de apresentar problemas cardíacos e psicológicos. Por isso, é importante saber dividir bem o tempo entre trabalho e outras atividades mais relaxantes.

Sugestão: aproveitar o tempo com família e amigos
Pesquisas feitas pela Universidade de Chicago (EUA) mostraram que pessoas que não têm relações estreitas de amizade estão mais vulneráveis a sofrer insônia, doenças cardiovasculares e estresse.

São pequenas (e significativas!) mudanças que fazem sua vida mais saudável. Se você adotar metade dessas propostas, com certeza sua qualidade de vida terá mudanças significativas. Todo dia é dia da Saúde! Sua Saúde agradece!